Cidades inteligentes

ÁREA ESTRATÉGICA CIDADES

A temática do XXVIII SEMIC – “Cidades”- está alinhada com uma das áreas estratégicas definidas pela PUCPR, as quais foram definidas levando em consideração os desafios globais, as nossas competências internas, o planejamento e a missão institucional, a saber: Direitos Humanos, Cidades, Energia, Biotecnologia, Saúde e Tecnologia da Comunicação e Informação (TIC).

Para difundir essa posição da Universidade entre a própria comunidade universitária e contribuir para o aprofundamento das questões emergentes de cada área estratégica, decidiu-se que a cada ano o SEMIC assumirá uma delas como temática central.

E para falar em Cidades, fala-se também em pessoas. A sociedade encontrou uma forma de se organizar no espaço que facilita muitos aspectos de sua vida, porém este tipo de arranjo social também gera impactos indesejáveis. As cidades são resultado de uma construção social fundamentada em revoluções tecnológicas, estão de mãos dadas com o desenvolvimento dos meios de produção desde a primeira revolução industrial. O meio urbano reagiu aos efeitos da mecanização, da eletrificação da automação e, finalmente, da digitalização, característica da atual 4ª. Revolução Industrial que determina atuais interação entre pessoas, sensores, redes, equipamentos determinando uma cidade ampliada, onde o espaço físico é aumentado pelas interações digitais.

O advento das tecnologias digitais é um dos elementos que demonstram a inegável prosperidade humana do momento em que vivemos, porém este período conhecido como a era das cidades, também é caracterizado por grandes desigualdades sociais e pro uma crise ambiental que configuram um alerta e uma orientação sobre o caminho que devemos seguir no sentido de uma evolução da qualidade de vida e bem-estar distribuídos de forma justa e equânime, e promovida pela ciência de seus efeitos sobre o meio ambiente.

É urgente e importante que este desenvolvimento tecnológico seja direcionado para dias melhores para as pessoas e para o planeta de forma geral. O modelo do século XX, caracterizado por grandes avanços na urbanização fundamentados no antropocentrismo, deve dar lugar a uma mentalidade ecossistêmica, com a percepção de que é necessário reverter um processo de degradação socioambiental, apoiado no desenvolvimento científico. Onde a ciência e sua aplicação estejam fundamentadas em valores promotores da vida e da paz.